Portugal perde jogo amigável em Paris

Má entrada e erros na defesa ditaram derrota

Benfica e Porto vencem em casa

Encarnados tiveram 13 minutos diabólicos, depois de 75 sofríveis; Porto venceu com mais um colombiano vindo do banco a resolver

Sporting goleia em Penafiel

Leões acordaram no segundo tempo para conquistar a segunda goleada consecutiva fora

Benfica é ainda mais último na Champions

Noite terrível dos encarnados em Leverkusen

Super-suplente Jackson salva o Porto

Colombiano entrou na segunda-parte para evitar a derrota dos dragões

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domingo, 5 de outubro de 2014

Reforços do Benfica decidem; Quintero dá vitória ao Porto vindo do banco


Benfica e Porto venceram e mantêm a distância de 4 pontos entre si. Os encarnados tiveram várias dificuldades para bater o Arouca em casa, com o primeiro golo a surgir apenas aos 75 minutos, pelo já habitual Talisca, que se isolou no primeiro lugar da lista dos melhores marcadores. Com um final de jogo diabólico, o Benfica ainda voltaria a marcar por três vezes: Derley aos 80', Salvio aos 83' e o estreante Jonas aos 88'. No Estádio do Dragão, Porto e Braga proporcionaram um bom espetáculo. Martins Indi fez o seu primeiro golo pelo Porto aos 25 minutos. Ainda na primeira-parte Zé Luís empatou após mais um erro da fase de construção portista, desta vez Brahimi. Já na segunda-parte, Quintero fez o golo que colocou o Porto novamente na rota das vitórias.

BENFICA

Jogo similar ao último na Luz, frente ao Moreirense. Primeira-parte muito complicada, com o adversário a sair muito bem no contra-ataque e, não fosse Artur, o Arouca até podia ter marcado mais que um no primeiro tempo. No segundo e principalmente a partir dos 60 minutos, o Benfica carregou no acelerador e só parou aos 4. Derley foi o melhor da equipa da Luz: lutou muito, mostrou qualidade técnica e rapidez em progressão com bola e ainda foi a tempo de se estrear a marcar pelo Benfica. Artur esteve muito bem na primeira-parte mas não teve trabalho na segunda, Jonas estreou-se com um golo e excelentes pormenores técnicos em pouco mais de uma parte, Lisandro mostrou mais capacidade na saída de bola do que Jardel, mas os mesmos problemas defensivos, o mesmo acontecendo com Eliseu. Gaitán foi o melhor do Benfica na primeira metade mas saiu ao intervalo, Samaris esteve bem com bola, Salvio muito melhor nos segundos 45'e Talisca mais uma vez decisivo, apesar de um jogo menos conseguido (jogou no lugar de Enzo). Ola John entrou para fazer duas assistências e Pizzi iniciou a jogada do segundo golo.



PORTO

Os dragões voltaram às vitórias mas o Braga foi um osso duro de roer. (Mais) um erro não forçado podia ter posto tudo a perder, mas Quintero resolveu. O colombiano acabou por revolucionar o futebol portista, que se apresentava pouco mexido no primeiro tempo. Maicon e Alex Sandro tiveram algumas dificuldades, Indi foi o melhor da defesa portista, Marcano não complicou e fez mais um bom jogo no meio-campo, Brahimi apesar do erro, foi o melhor do ataque portista, mas houve muito pouca gente em evidência. O Porto foi, acima de tudo, eficaz e eficiente, mas o Braga deu uma boa imagem.



O LADO POSITIVO

O banco e a luta. Tanto Benfica como Porto saem desta jornada vitoriosos devido à forma como lutaram e à maneira como os seus treinadores mexeram. O Benfica teve de suar muito depois de uma derrota complicada em Leverkusen e Jesus apostou em Jonas e Ola John, quase em simultâneo, que aumentaram a produtividade do ataque, para lá das exibiçãos de Derley e Talisca. Lopetegui voltou a mexer bem e colocou Quintero que resolveu o jogo. Os portistas vieram de um jogo difícil na Ucrânia e tiveram bastante espírito de sacrifício para bater este Braga.

O LADO NEGATIVO

Dificuldades defensivas. O defesa das águias foi um autêntico passador na primeira etapa e isso podia ter custado pontos a Jorge Jesus, algo que foi corrigido ao intervalo. No Porto, para lá de alguns erros na fase de construção, há jogadores com algumas dificuldades defensivas e que permitiram ao Braga criar alguns lances de perigo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Capitão suplente saltou do banco para salvar no fim


Foi difícil, mas tendo em conta as circunstâncias do jogo (principalmente a segunda-parte), o Porto acaba por conquistar um bom resultado. Ainda assim, ambos os golos dos ucranianos foram ofertas da zona defensiva portista, que a este nível, não fosse Jackson, poderiam custar bem mais caro.

FC PORTO

Mais posse de bola, muito mais remates, os mesmos erros e falhas. O Porto continua a dominar mas a perder pontos de maneira infantil. Hoje Lopetegui até apresentou Aboubakar e Marcano no onze, mas finalmente apostou num médio construtor (Óliver). O primeiro-tempo foi de qualidade dos portistas, sempre com os olhos nas transições rápidas fornecidas pelo jovem espanhol, com Brahimi, Tello e Aboubakar muito mexidos na frente, mas sem conseguir decidir bem no final das jogadas. Aliás, o Porto foi quase sempre melhor, mas os erros infantis de Torres e Maicon podiam mesmo ter dado a derrota, que Jackson impediu. O colombiano foi a estrela da partida. Entrou na segunda-parte e deu 1 ponto precioso ao Porto. Herrera esteve muito ativo, Óliver esteve bem até ao golo, Brahimi também até falhar o penalty e Tello muito mexido, mas a decidir mal (exceptuando o golo do empate). Danilo também foi dos melhores e Marcano, apesar de pouco ter aparecido, mostrou capacidade. Pela negativa, a passividade de Maicon e Óliver nos golos, a má entrada de Adrián e o erro de Lopetegui em trocar de ponta-de-lança titular. Embora Aboubakar não tenha estado mal, ainda mal tinha jogado e nota-se falta de entrosamento, tendo o Porto, em Jackson, uma referência.

O LADO POSITIVO

A luta até final comandada por Jackson. A noite tinha tudo para correr mal. Penalty falhado com 0-0 e dois golos oferecidos, fora de casa e num ambiente sempre difícil, normalmente deitariam qualquer equipa abaixo a 5 minutos dos 90'. Ainda para mais uma equipa que começa a ser criticada pelos maus resultados. Mas o Porto foi capaz de deitar tudo isso para trás das costas, comandados por Jackson, conseguindo um precioso ponto numa deslocação difícil.

O LADO NEGATIVO

Os erros, como é óbvio. Os erros, principalmente na Champions, pagam-se caro. Já na sexta-feira o golo do Sporting tinha nascido de um mau passe a meio-campo. Hoje, óliver brincou onde não podia e Maicon foi demasiado displicente num lance aparentemente controlado. A verdade é que o Porto recuperou, mas a probabilidade disso suceder outra vez é muito baixa.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Primeira Liga - 6ª Jornada


A jornada 6 da Liga Portuguesa viu o Benfica aumentar para 4 a vantagem para o Porto e para 6 a vantagem para o Sporting, acabando por ser o grande vencedor da jornada. Pode ler a crónica do jogo Estoril-Benfica aqui e do clássico Sporting-Porto aqui.

Nas restantes partidas da jornada, o Braga regressou às vitórias batendo o Rio Ave por esclarecedores 3-0. Zé Luis, Ruben Micael e Pardo fizeram, na segunda parte, os golos da equipa de Sérgio Conceição. Em Arouca, um golo madrugador de Rui Pedro valeu os 3 pontos à Académica, enquanto o Marítimo goleou o Vitória de Guimarães por 4-0, com Edgar Costa, Fransérgio (2) e Maazou a marcarem na primeira parte. O Boavista mantém a sua subida de forma, depois de bater o Gil Vicente por 3-2. Simy colocou os gilistas a vencer por duas vezes, mas Philipe Sampaio e Anderson Carvalho (2) deram a vitória à equipa de Petit. Moreirense e Penafiel empataram a zero enquanto o Vitória de Setúbal e o Paços de Ferreira bateram o Nacional e o Belenenses, respetivamente, por 2-0. Lupeta e Miguel Pedro fizeram os golos para os sadinos, Urreta e Bruno Moreira marcaram para o Paços.



A FIGURA



Anderson Carvalho. Quando todos esperavam um Boavista na cauda da tabela, os axadrezados conseguem estar há três jogos sem perder, muito por culpa de Anderson Carvalho. O médio boavisteiro fez nesta jornada dois golos e continua a contribuir para a surpreendente campanha da equipa de Petit.

GOLOS DA JORNADA

Simy vs. Boavista



Talisca vs. Estoril


Urreta vs. Belenenses

sábado, 27 de setembro de 2014

Primeira parte para um, segunda para outro e empate no fim


Terminou mais um clássico do futebol português e mais uma vez empatado. Como sempre, muita luta, muita falha e a mesma sensação dos dois lados: faltou-nos algo. E quem pode aproveitar até é mesmo o Benfica. As águias podem ficar mais 6 pontos que o Sporting e mais 4 do que o Porto caso derrotem o Estoril amanhã. São vantagens que já estamos habituados a ver serem destruídas, mas a equipa de Jorge Jesus pode mesmo ganhar uma força extra face aos dois rivais, sem que ninguém tenha mostrado ainda estar perto daquilo que pode e sabe fazer.

SPORTING

Há luta e vontade, mas falta muita coisa a este Sporting. Os leões duraram 45 minutos em alta rotação, com pressão constante, mas as pernas só deram para a primeira-parte. Na segunda, só as alterações mexeram um pouco com os leões.


Carrillo e Nani estiveram mexidos no primeiro tempo, João Mário apareceu bem a pressionar ofensivamente e Jonathan, para lá do golo, conseguiu parar Quaresma. No segundo tempo notaram-se as dificuldades físicas e técnicas. William foi talvez o mais esclarecido dos leões neste período, com Slimani a dar trabalho e Rui Patrício a segurar o empate. Pela negativa, Adrien esteve afastado do jogo, apesar da luta e os centrais voltaram a demonstrar nítidas dificuldades na construção. O auto-golo de Sarr acaba por não ser o seu pior momento do jogo.

Falta ainda a Marco Silva dar a esta equipa capacidade de construção a partir de trás (Maurício e Sarr são demasiado maus com a bola nos pés) porque o pontapé para a frente para Slimani segurar é muito pouco. Para além disso, o argelino até consegue ganhar as suas lutas, mas falta sempre o apoio que tem de ser dado por um médio-ofensivo ou segundo-avançado que não existe neste Sporting.

FC PORTO

Acaba por ser estranho o facto de uma equipa construída para ter a bola e a trocar entre os seus jogadores ser mais perigosa no contra-ataque e jogadas individuais. A primeira-parte não existiu para o Porto, muito por culpa do meio-campo que Lopetegui apresentou. Faltou um médio criativo a este meio-campo, que tanto podia ser Evandro como depois foi... óliver Torres. E aí residiu a diferença do Porto dos primeiros para os segundos 45 minutos.


Na primeira-parte, tudo mau. Muita bola entre os centrais e o guarda-redes, falta de agressividade a meio-campo e de criatividade na frente. Fabiano esteve mal no golo, Ruben Neves e Quaresma não apareceu, Brahimi tentou sempre sozinho e Jackson esteve muito desapoiado.

Na segunda, o festival Óliver-Tello. Os dois espanhóis mexeram com o jogo do Porto e criaram tudo o que era ataque de perigo. Casemiro passou também a querer mais a bola, Herrera mais recuado e mais perto do seu "habitat natural" construiu mais e melhor (fez um passe mortífero que Tello desaproveitou) e Indi assumiu-se como patrão na defesa.

O LADO POSITIVO

A qualidade de Óliver e Nani. Não que tenha sido o jogo mais bem conseguido do português em Alvalade, mas Nani é um talento à parte neste plantel. O extremo desequilibrou o Porto quando decidia apostar nas jogadas pelo corredor central e aí esteve a chave do primeiro tempo. Já o espanhol mexeu com tudo. Jogou e fez jogar, isolou colegas e provocou o pânico sempre que a bola lhe chegou aos pés.

O LADO NEGATIVO

O início portista e o adormecimento leonino. O Porto entrou mal. Fez tudo mal nos primeiros 45'. Aliás, Lopetegui terá de rever aquela primeira-parte uma e outra vez para garantir que a equipa não volta a entrar tão mal. E o problema é que isto não é de hoje. Já com Moreirense e Vitória de Guimarães os dragões estiveram mal no início.
O Sporting marcou cedo parecia embalado para uma boa noite. Mas a falta de pernas e a má preparação da segunda-parte mostrou um Sporting demasiado vulnerável. O meio-campo não existiu para lá de William (Óliver e Herrera venceram a batalha no segundo tempo), Jonathan Silva acusou a falta de jogos e Carrillo e Nani foram incapazes de compensar defensivamente.