Portugal perde jogo amigável em Paris

Má entrada e erros na defesa ditaram derrota

Benfica e Porto vencem em casa

Encarnados tiveram 13 minutos diabólicos, depois de 75 sofríveis; Porto venceu com mais um colombiano vindo do banco a resolver

Sporting goleia em Penafiel

Leões acordaram no segundo tempo para conquistar a segunda goleada consecutiva fora

Benfica é ainda mais último na Champions

Noite terrível dos encarnados em Leverkusen

Super-suplente Jackson salva o Porto

Colombiano entrou na segunda-parte para evitar a derrota dos dragões

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domingo, 5 de outubro de 2014

Metade final demolidora do Sporting vale nova goleada fora de portas


Com algumas mudanças no onze, o Sporting voltou às vitórias, repetindo os números da última em Barcelos. Agora em Penafiel, os leões golearam a equipa da casa por 4-0, mas os golos só surgiram nos últimos 25 minutos da partida. Slimani bisou, Montero voltou aos golos e Nani fechou a contagem de um jogo bastante mexido na primeira-parte mas que foi de claro domínio leonino na segunda.

SPORTING

O conjunto de Marco Silva só no segundo tempo se conseguiu impor, mas fê-lo em força. William Carvalho e André Martins provaram que estão em baixo de forma, Jefferson não mostrou mais que Jonathan Silva tem mostrado e Naby Sarr voltou a apresentar-se nervoso. Por outro lado, Paulo Oliveira, que substituiu Maurício para este jogo, esteve seguro e não comprometeu, Slimani apresentou boa mobilidade, João Mário mostrou mais uma vez o porquê de ter agarrado o lugar e Nani, Montero, Cédric e Carrillo estiveram a bom nível. O Sporting de Marco Silva continua a apresentar melhorias no seu futebol, com os jogadores a interpretarem cada vez melhor as ideias do treinador. O conjunto leonino, com esta vitória, fica, provisoriamente, a três pontos da liderança.

O LADO POSITIVO

O herói Slimani. Quando o jogo estava fechado e aproximar-se do fim, apareceu o argelino a abrir o placar e, logo a seguir, a aumentar a vantagem. Para além disso, Slimani foi sempre o mais perigoso da equipa sportinguista e aquele que mais procurou o golo.

O LADO NEGATIVO

Martins e William. Os dois médios dos leões estão irreconhecíveis. O trinco está muitas vezes distraído e entrega a bola com demasiada facilidade ao adversário, enquanto André Martins se esconde do jogo completamente, não dando qualquer linha de passe e não progredindo nunca. O último já perdeu o seu lugar para João Mário, será que Rosell ganhará o lugar a William?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sporting derrotado pela margem mínima em casa


Num jogo há muito aguardado pelos sportinguistas, o Chelsea venceu com um solitário golo de um ex-Benfica: Matic. O sérvio fez o golo de cabeça num lance de muita passividade leonina. Os ingleses apresentaram-se em Alvalade muito fortes nas transições ofensivas, com muitas jogadas de 1x1 para o guarda-redes Rui Patrício, que esteve em noite inspirada. Na segunda-parte, a equipa leonina ainda foi tentando, mas sem criar grande perigo.

SPORTING

Mau início do Sporting, muito por culpa da forte pressão exercida pelos londrinos, mas que aos poucos se foi desvanecendo. Para lá da excelente exibição de Rui Patrício, há que destacar o mesmo de sempre: Nani. Sempre um nível acima dos colegas, sem medo de ir para cima dos adversários e de assumir o jogo. Adrien esteve bem mas sem deslumbrar, tal como Cédric, João Mário e Carrillo. Pelo contrário, William esteve bastante passivo, com muitas perdas de bola. Maurício e Sarr mostraram grande falta de velocidade para parar os homens mais adiantados do Chelsea, embora o brasileiro tenha estado bem no corpo-a-corpo.

O LADO POSITIVO

Rui Patrício. O guarda-redes mostrou-se à Europa como nunca tinha feito, bem entre e fora dos postes, com bom controlo da profundidade da equipa também. O internacional português foi responsável pela diferença mínima e por ter mantido a esperança do empate no horizonte da equipa de Marco Silva.

O LADO NEGATIVO

Só Nani não chega. Não há dúvidas que o Sporting sai deste jogo com dignidade, mas a verdade é que é neste tipo de jogos que se notam os grandes problemas de uma equipa e o Sporting mostrou ter um jogador apenas acima da média: Nani. Só o extremo é capaz de assumir e puxar a equipa para a frente. Todos os outros jogadores, independetemente do esforço, não conseguem mais do que o que fizeram hoje.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Primeira Liga - 6ª Jornada


A jornada 6 da Liga Portuguesa viu o Benfica aumentar para 4 a vantagem para o Porto e para 6 a vantagem para o Sporting, acabando por ser o grande vencedor da jornada. Pode ler a crónica do jogo Estoril-Benfica aqui e do clássico Sporting-Porto aqui.

Nas restantes partidas da jornada, o Braga regressou às vitórias batendo o Rio Ave por esclarecedores 3-0. Zé Luis, Ruben Micael e Pardo fizeram, na segunda parte, os golos da equipa de Sérgio Conceição. Em Arouca, um golo madrugador de Rui Pedro valeu os 3 pontos à Académica, enquanto o Marítimo goleou o Vitória de Guimarães por 4-0, com Edgar Costa, Fransérgio (2) e Maazou a marcarem na primeira parte. O Boavista mantém a sua subida de forma, depois de bater o Gil Vicente por 3-2. Simy colocou os gilistas a vencer por duas vezes, mas Philipe Sampaio e Anderson Carvalho (2) deram a vitória à equipa de Petit. Moreirense e Penafiel empataram a zero enquanto o Vitória de Setúbal e o Paços de Ferreira bateram o Nacional e o Belenenses, respetivamente, por 2-0. Lupeta e Miguel Pedro fizeram os golos para os sadinos, Urreta e Bruno Moreira marcaram para o Paços.



A FIGURA



Anderson Carvalho. Quando todos esperavam um Boavista na cauda da tabela, os axadrezados conseguem estar há três jogos sem perder, muito por culpa de Anderson Carvalho. O médio boavisteiro fez nesta jornada dois golos e continua a contribuir para a surpreendente campanha da equipa de Petit.

GOLOS DA JORNADA

Simy vs. Boavista



Talisca vs. Estoril


Urreta vs. Belenenses

sábado, 27 de setembro de 2014

Primeira parte para um, segunda para outro e empate no fim


Terminou mais um clássico do futebol português e mais uma vez empatado. Como sempre, muita luta, muita falha e a mesma sensação dos dois lados: faltou-nos algo. E quem pode aproveitar até é mesmo o Benfica. As águias podem ficar mais 6 pontos que o Sporting e mais 4 do que o Porto caso derrotem o Estoril amanhã. São vantagens que já estamos habituados a ver serem destruídas, mas a equipa de Jorge Jesus pode mesmo ganhar uma força extra face aos dois rivais, sem que ninguém tenha mostrado ainda estar perto daquilo que pode e sabe fazer.

SPORTING

Há luta e vontade, mas falta muita coisa a este Sporting. Os leões duraram 45 minutos em alta rotação, com pressão constante, mas as pernas só deram para a primeira-parte. Na segunda, só as alterações mexeram um pouco com os leões.


Carrillo e Nani estiveram mexidos no primeiro tempo, João Mário apareceu bem a pressionar ofensivamente e Jonathan, para lá do golo, conseguiu parar Quaresma. No segundo tempo notaram-se as dificuldades físicas e técnicas. William foi talvez o mais esclarecido dos leões neste período, com Slimani a dar trabalho e Rui Patrício a segurar o empate. Pela negativa, Adrien esteve afastado do jogo, apesar da luta e os centrais voltaram a demonstrar nítidas dificuldades na construção. O auto-golo de Sarr acaba por não ser o seu pior momento do jogo.

Falta ainda a Marco Silva dar a esta equipa capacidade de construção a partir de trás (Maurício e Sarr são demasiado maus com a bola nos pés) porque o pontapé para a frente para Slimani segurar é muito pouco. Para além disso, o argelino até consegue ganhar as suas lutas, mas falta sempre o apoio que tem de ser dado por um médio-ofensivo ou segundo-avançado que não existe neste Sporting.

FC PORTO

Acaba por ser estranho o facto de uma equipa construída para ter a bola e a trocar entre os seus jogadores ser mais perigosa no contra-ataque e jogadas individuais. A primeira-parte não existiu para o Porto, muito por culpa do meio-campo que Lopetegui apresentou. Faltou um médio criativo a este meio-campo, que tanto podia ser Evandro como depois foi... óliver Torres. E aí residiu a diferença do Porto dos primeiros para os segundos 45 minutos.


Na primeira-parte, tudo mau. Muita bola entre os centrais e o guarda-redes, falta de agressividade a meio-campo e de criatividade na frente. Fabiano esteve mal no golo, Ruben Neves e Quaresma não apareceu, Brahimi tentou sempre sozinho e Jackson esteve muito desapoiado.

Na segunda, o festival Óliver-Tello. Os dois espanhóis mexeram com o jogo do Porto e criaram tudo o que era ataque de perigo. Casemiro passou também a querer mais a bola, Herrera mais recuado e mais perto do seu "habitat natural" construiu mais e melhor (fez um passe mortífero que Tello desaproveitou) e Indi assumiu-se como patrão na defesa.

O LADO POSITIVO

A qualidade de Óliver e Nani. Não que tenha sido o jogo mais bem conseguido do português em Alvalade, mas Nani é um talento à parte neste plantel. O extremo desequilibrou o Porto quando decidia apostar nas jogadas pelo corredor central e aí esteve a chave do primeiro tempo. Já o espanhol mexeu com tudo. Jogou e fez jogar, isolou colegas e provocou o pânico sempre que a bola lhe chegou aos pés.

O LADO NEGATIVO

O início portista e o adormecimento leonino. O Porto entrou mal. Fez tudo mal nos primeiros 45'. Aliás, Lopetegui terá de rever aquela primeira-parte uma e outra vez para garantir que a equipa não volta a entrar tão mal. E o problema é que isto não é de hoje. Já com Moreirense e Vitória de Guimarães os dragões estiveram mal no início.
O Sporting marcou cedo parecia embalado para uma boa noite. Mas a falta de pernas e a má preparação da segunda-parte mostrou um Sporting demasiado vulnerável. O meio-campo não existiu para lá de William (Óliver e Herrera venceram a batalha no segundo tempo), Jonathan Silva acusou a falta de jogos e Carrillo e Nani foram incapazes de compensar defensivamente.