Portugal perde jogo amigável em Paris

Má entrada e erros na defesa ditaram derrota

Benfica e Porto vencem em casa

Encarnados tiveram 13 minutos diabólicos, depois de 75 sofríveis; Porto venceu com mais um colombiano vindo do banco a resolver

Sporting goleia em Penafiel

Leões acordaram no segundo tempo para conquistar a segunda goleada consecutiva fora

Benfica é ainda mais último na Champions

Noite terrível dos encarnados em Leverkusen

Super-suplente Jackson salva o Porto

Colombiano entrou na segunda-parte para evitar a derrota dos dragões

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sábado, 11 de outubro de 2014

Derrota lusa na estreia do novo selecionador


Uma má entrada e demasiados erros defensivos foram a chave para a derrota de Portugal no amigável frente à França. Jogadores como Ricardo Carvalho, Quaresma, Eliseu, Tiago e Danny (os três últimos foram titulares) voltaram a representar as cores nacionais, enquanto Cédric e João Mário estrearam-se. Nota para o excelente apoio de milhares de portugueses nas bancadas do Stade de France, numa excelente festa de futebol.

PORTUGAL

Um híbrido entre 4-4-2 losango e um 4-3-3 "à la Barça" foi a escolha de Fernando Santos para primeiro esquema tático, com Ronaldo, Nani e Danny a apresentarem-se bastante móveis na frente, sem uma ponta-de-lança definido.

Rui Patrício e Pepe foram os únicos homens em destaque na defesa portuguesa, enquanto Cédric e Eliseu estiveram bastante mal (e com muito pouco apoio defensivo, quase sempre em inferioridade numérica). William e João Mário entraram bem (excelente estreia do jovem João Mário), Tiago esteve uns furos acima de Moutinho e André Gomes, mas não fez uma boa exibição. Nani, Danny e Ronaldo até conseguiram criar oportunidades mas estiveram mal na finalização, enquanto Quaresma mexeu muito com o jogo e com o ataque português.

O LADO POSITIVO

Uma equipa a tentar assimilar novas ideias. Portugal falhou (e muito) na sua organização defensiva, fruto de um novo esquema tático com ideias diferentes. Ainda assim, viram-se combinações e movimentos ofensivos interessantes para tão pouco tempo de trabalho. Para além disso, foi bom rever a classe de Ricardo Carvalho, Tiago e Danny de volta à seleção das quinas.

O LADO NEGATIVO

Demasiadas distrações e passividade. No início da partida, Pepe e Patrício foram autênticos bombeiros, apagando fogos em todo o lado. Houve muitos erros de posicionamento e alguns deles não se devem à mudança tática da seleção...

domingo, 5 de outubro de 2014

Reforços do Benfica decidem; Quintero dá vitória ao Porto vindo do banco


Benfica e Porto venceram e mantêm a distância de 4 pontos entre si. Os encarnados tiveram várias dificuldades para bater o Arouca em casa, com o primeiro golo a surgir apenas aos 75 minutos, pelo já habitual Talisca, que se isolou no primeiro lugar da lista dos melhores marcadores. Com um final de jogo diabólico, o Benfica ainda voltaria a marcar por três vezes: Derley aos 80', Salvio aos 83' e o estreante Jonas aos 88'. No Estádio do Dragão, Porto e Braga proporcionaram um bom espetáculo. Martins Indi fez o seu primeiro golo pelo Porto aos 25 minutos. Ainda na primeira-parte Zé Luís empatou após mais um erro da fase de construção portista, desta vez Brahimi. Já na segunda-parte, Quintero fez o golo que colocou o Porto novamente na rota das vitórias.

BENFICA

Jogo similar ao último na Luz, frente ao Moreirense. Primeira-parte muito complicada, com o adversário a sair muito bem no contra-ataque e, não fosse Artur, o Arouca até podia ter marcado mais que um no primeiro tempo. No segundo e principalmente a partir dos 60 minutos, o Benfica carregou no acelerador e só parou aos 4. Derley foi o melhor da equipa da Luz: lutou muito, mostrou qualidade técnica e rapidez em progressão com bola e ainda foi a tempo de se estrear a marcar pelo Benfica. Artur esteve muito bem na primeira-parte mas não teve trabalho na segunda, Jonas estreou-se com um golo e excelentes pormenores técnicos em pouco mais de uma parte, Lisandro mostrou mais capacidade na saída de bola do que Jardel, mas os mesmos problemas defensivos, o mesmo acontecendo com Eliseu. Gaitán foi o melhor do Benfica na primeira metade mas saiu ao intervalo, Samaris esteve bem com bola, Salvio muito melhor nos segundos 45'e Talisca mais uma vez decisivo, apesar de um jogo menos conseguido (jogou no lugar de Enzo). Ola John entrou para fazer duas assistências e Pizzi iniciou a jogada do segundo golo.



PORTO

Os dragões voltaram às vitórias mas o Braga foi um osso duro de roer. (Mais) um erro não forçado podia ter posto tudo a perder, mas Quintero resolveu. O colombiano acabou por revolucionar o futebol portista, que se apresentava pouco mexido no primeiro tempo. Maicon e Alex Sandro tiveram algumas dificuldades, Indi foi o melhor da defesa portista, Marcano não complicou e fez mais um bom jogo no meio-campo, Brahimi apesar do erro, foi o melhor do ataque portista, mas houve muito pouca gente em evidência. O Porto foi, acima de tudo, eficaz e eficiente, mas o Braga deu uma boa imagem.



O LADO POSITIVO

O banco e a luta. Tanto Benfica como Porto saem desta jornada vitoriosos devido à forma como lutaram e à maneira como os seus treinadores mexeram. O Benfica teve de suar muito depois de uma derrota complicada em Leverkusen e Jesus apostou em Jonas e Ola John, quase em simultâneo, que aumentaram a produtividade do ataque, para lá das exibiçãos de Derley e Talisca. Lopetegui voltou a mexer bem e colocou Quintero que resolveu o jogo. Os portistas vieram de um jogo difícil na Ucrânia e tiveram bastante espírito de sacrifício para bater este Braga.

O LADO NEGATIVO

Dificuldades defensivas. O defesa das águias foi um autêntico passador na primeira etapa e isso podia ter custado pontos a Jorge Jesus, algo que foi corrigido ao intervalo. No Porto, para lá de alguns erros na fase de construção, há jogadores com algumas dificuldades defensivas e que permitiram ao Braga criar alguns lances de perigo.

Metade final demolidora do Sporting vale nova goleada fora de portas


Com algumas mudanças no onze, o Sporting voltou às vitórias, repetindo os números da última em Barcelos. Agora em Penafiel, os leões golearam a equipa da casa por 4-0, mas os golos só surgiram nos últimos 25 minutos da partida. Slimani bisou, Montero voltou aos golos e Nani fechou a contagem de um jogo bastante mexido na primeira-parte mas que foi de claro domínio leonino na segunda.

SPORTING

O conjunto de Marco Silva só no segundo tempo se conseguiu impor, mas fê-lo em força. William Carvalho e André Martins provaram que estão em baixo de forma, Jefferson não mostrou mais que Jonathan Silva tem mostrado e Naby Sarr voltou a apresentar-se nervoso. Por outro lado, Paulo Oliveira, que substituiu Maurício para este jogo, esteve seguro e não comprometeu, Slimani apresentou boa mobilidade, João Mário mostrou mais uma vez o porquê de ter agarrado o lugar e Nani, Montero, Cédric e Carrillo estiveram a bom nível. O Sporting de Marco Silva continua a apresentar melhorias no seu futebol, com os jogadores a interpretarem cada vez melhor as ideias do treinador. O conjunto leonino, com esta vitória, fica, provisoriamente, a três pontos da liderança.

O LADO POSITIVO

O herói Slimani. Quando o jogo estava fechado e aproximar-se do fim, apareceu o argelino a abrir o placar e, logo a seguir, a aumentar a vantagem. Para além disso, Slimani foi sempre o mais perigoso da equipa sportinguista e aquele que mais procurou o golo.

O LADO NEGATIVO

Martins e William. Os dois médios dos leões estão irreconhecíveis. O trinco está muitas vezes distraído e entrega a bola com demasiada facilidade ao adversário, enquanto André Martins se esconde do jogo completamente, não dando qualquer linha de passe e não progredindo nunca. O último já perdeu o seu lugar para João Mário, será que Rosell ganhará o lugar a William?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Horrível jogo deixa Benfica em maus lençóis


Contrariando aquilo que tem feito no campeonato, o Benfica continua a realizar uma péssima Liga dos Campeões. Depois da derrota em casa frente ao Zenit, o Benfica saiu derrota da BayArena por 3-1, num jogo terrível da parte dos encarnados. Kiessling e Son fizeram o 2-0 ainda antes do intervalo. Na segunda-parte, Salvio ainda reduziu, mas Çalhanoglu fez o 3-1 final logo a seguir, de grande penalidade.

BENFICA

Percebe-se, até pelas mudanças no 11, que esta não é a competição prioritária para Jorge Jesus. Mas não se pode perceber, por outro lado, a maneira como o Benfica se apresentou hoje em Leverkusen. O Bayer é uma equipa muito capaz mas não está perto de ser o papão que os encarnados fizeram crer que era hoje. Tudo foi mau, desde a lentidão defensiva, à permeabilidade do meio-campo e a nulidade atacante. Difícil seria mesmo encontrar uma exibição positiva, mas pela raça demonstrada e pela assistência, Maxi Pereira merece a menção. De resto, tudo foi horrível na equipa encarnada.

O LADO POSITIVO

O golo. Era difícil preencher este espaço, por isso acabamos por escolher o que de menos mau aconteceu. Tendo rematado muito pouco, é até de estranhar que o Benfica tenha marcado. Mas marcou, na única jogada de perigo criada pelas águias, explorando aquilo que hoje parecia não existir (mas existe "a potes"): as deficientes marcações do Bayer. Mas nem aqui o Benfica teve sorte, já que quando podia ter entrado no jogo, sofreu logo de seguida.

O LADO NEGATIVO

A (falta de) atitude. Há dias em que tudo corre mal e em que parece que o corpo não quer fazer o que mandamos. Mas mesmo aí, a luta e a vontade têm de estar sempre lá e a do Benfica não esteve. Faltou tudo ao Benfica, mas os encarnados foram até Leverkusen sem crença. E assim...

Capitão suplente saltou do banco para salvar no fim


Foi difícil, mas tendo em conta as circunstâncias do jogo (principalmente a segunda-parte), o Porto acaba por conquistar um bom resultado. Ainda assim, ambos os golos dos ucranianos foram ofertas da zona defensiva portista, que a este nível, não fosse Jackson, poderiam custar bem mais caro.

FC PORTO

Mais posse de bola, muito mais remates, os mesmos erros e falhas. O Porto continua a dominar mas a perder pontos de maneira infantil. Hoje Lopetegui até apresentou Aboubakar e Marcano no onze, mas finalmente apostou num médio construtor (Óliver). O primeiro-tempo foi de qualidade dos portistas, sempre com os olhos nas transições rápidas fornecidas pelo jovem espanhol, com Brahimi, Tello e Aboubakar muito mexidos na frente, mas sem conseguir decidir bem no final das jogadas. Aliás, o Porto foi quase sempre melhor, mas os erros infantis de Torres e Maicon podiam mesmo ter dado a derrota, que Jackson impediu. O colombiano foi a estrela da partida. Entrou na segunda-parte e deu 1 ponto precioso ao Porto. Herrera esteve muito ativo, Óliver esteve bem até ao golo, Brahimi também até falhar o penalty e Tello muito mexido, mas a decidir mal (exceptuando o golo do empate). Danilo também foi dos melhores e Marcano, apesar de pouco ter aparecido, mostrou capacidade. Pela negativa, a passividade de Maicon e Óliver nos golos, a má entrada de Adrián e o erro de Lopetegui em trocar de ponta-de-lança titular. Embora Aboubakar não tenha estado mal, ainda mal tinha jogado e nota-se falta de entrosamento, tendo o Porto, em Jackson, uma referência.

O LADO POSITIVO

A luta até final comandada por Jackson. A noite tinha tudo para correr mal. Penalty falhado com 0-0 e dois golos oferecidos, fora de casa e num ambiente sempre difícil, normalmente deitariam qualquer equipa abaixo a 5 minutos dos 90'. Ainda para mais uma equipa que começa a ser criticada pelos maus resultados. Mas o Porto foi capaz de deitar tudo isso para trás das costas, comandados por Jackson, conseguindo um precioso ponto numa deslocação difícil.

O LADO NEGATIVO

Os erros, como é óbvio. Os erros, principalmente na Champions, pagam-se caro. Já na sexta-feira o golo do Sporting tinha nascido de um mau passe a meio-campo. Hoje, óliver brincou onde não podia e Maicon foi demasiado displicente num lance aparentemente controlado. A verdade é que o Porto recuperou, mas a probabilidade disso suceder outra vez é muito baixa.

Sporting derrotado pela margem mínima em casa


Num jogo há muito aguardado pelos sportinguistas, o Chelsea venceu com um solitário golo de um ex-Benfica: Matic. O sérvio fez o golo de cabeça num lance de muita passividade leonina. Os ingleses apresentaram-se em Alvalade muito fortes nas transições ofensivas, com muitas jogadas de 1x1 para o guarda-redes Rui Patrício, que esteve em noite inspirada. Na segunda-parte, a equipa leonina ainda foi tentando, mas sem criar grande perigo.

SPORTING

Mau início do Sporting, muito por culpa da forte pressão exercida pelos londrinos, mas que aos poucos se foi desvanecendo. Para lá da excelente exibição de Rui Patrício, há que destacar o mesmo de sempre: Nani. Sempre um nível acima dos colegas, sem medo de ir para cima dos adversários e de assumir o jogo. Adrien esteve bem mas sem deslumbrar, tal como Cédric, João Mário e Carrillo. Pelo contrário, William esteve bastante passivo, com muitas perdas de bola. Maurício e Sarr mostraram grande falta de velocidade para parar os homens mais adiantados do Chelsea, embora o brasileiro tenha estado bem no corpo-a-corpo.

O LADO POSITIVO

Rui Patrício. O guarda-redes mostrou-se à Europa como nunca tinha feito, bem entre e fora dos postes, com bom controlo da profundidade da equipa também. O internacional português foi responsável pela diferença mínima e por ter mantido a esperança do empate no horizonte da equipa de Marco Silva.

O LADO NEGATIVO

Só Nani não chega. Não há dúvidas que o Sporting sai deste jogo com dignidade, mas a verdade é que é neste tipo de jogos que se notam os grandes problemas de uma equipa e o Sporting mostrou ter um jogador apenas acima da média: Nani. Só o extremo é capaz de assumir e puxar a equipa para a frente. Todos os outros jogadores, independetemente do esforço, não conseguem mais do que o que fizeram hoje.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Primeira Liga - 6ª Jornada


A jornada 6 da Liga Portuguesa viu o Benfica aumentar para 4 a vantagem para o Porto e para 6 a vantagem para o Sporting, acabando por ser o grande vencedor da jornada. Pode ler a crónica do jogo Estoril-Benfica aqui e do clássico Sporting-Porto aqui.

Nas restantes partidas da jornada, o Braga regressou às vitórias batendo o Rio Ave por esclarecedores 3-0. Zé Luis, Ruben Micael e Pardo fizeram, na segunda parte, os golos da equipa de Sérgio Conceição. Em Arouca, um golo madrugador de Rui Pedro valeu os 3 pontos à Académica, enquanto o Marítimo goleou o Vitória de Guimarães por 4-0, com Edgar Costa, Fransérgio (2) e Maazou a marcarem na primeira parte. O Boavista mantém a sua subida de forma, depois de bater o Gil Vicente por 3-2. Simy colocou os gilistas a vencer por duas vezes, mas Philipe Sampaio e Anderson Carvalho (2) deram a vitória à equipa de Petit. Moreirense e Penafiel empataram a zero enquanto o Vitória de Setúbal e o Paços de Ferreira bateram o Nacional e o Belenenses, respetivamente, por 2-0. Lupeta e Miguel Pedro fizeram os golos para os sadinos, Urreta e Bruno Moreira marcaram para o Paços.



A FIGURA



Anderson Carvalho. Quando todos esperavam um Boavista na cauda da tabela, os axadrezados conseguem estar há três jogos sem perder, muito por culpa de Anderson Carvalho. O médio boavisteiro fez nesta jornada dois golos e continua a contribuir para a surpreendente campanha da equipa de Petit.

GOLOS DA JORNADA

Simy vs. Boavista



Talisca vs. Estoril


Urreta vs. Belenenses

sábado, 27 de setembro de 2014

Benfica aproveita empate no clássico, apesar do susto


O Benfica aproveitou o empate dos rivais e aumentou para 4 e 6 pontos a sua vantagem para Porto e Sporting, respetivamente. Uma entrada feroz fazia adivinhar um jogo descansado e de gestão para Leverkusen, mas a reação estorilista ainda fez tremer o campeão. Apesar disso, Lima voltou a colocar o Benfica a vencer já depois da expulsão de Cabrera, mantendo o Benfica na frente do campeonato com vantagem mais alargada. Talisca voltou a estar em evidência.

ESTORIL

Início terrível da equipa de Couceiro. Desconcentrações constantes, demasiado espaço para os homens mais avançados do Benfica, pouca agressividade e uma demonstração de como não entrar num jogo de futebol. Aos poucos, os estorilistas melhoraram, muito devido ao repentismo de Kuca e assustaram várias vezes o Benfica até ao chegar ao golo. Na segunda-parte surgiu o segundo golo e um abrandamento da equipa da casa que voltou à casa de partida após a expulsão de Cabrera. Após o golo do Benfica foi notória a incapacidade dos canarinhos para reagir, mas fica na retina a luta e a capacidade de recuperação depois de um início horrível.


Kléber deu muito trabalho e promete renascer neste Estoril, o rápido Kuca criou sempre perigo e esteve fantástico na jogada do segundo golo. Sebá deu menos nas vistas mas também criou perigo e Diogo Amado recompôs-se da má entrada com uma boa exibição nos últimos 60 minutos da partida. Pela negativa, a defesa do Estoril revelou-se demasiado lenta e permissiva, Filipe Gonçalves esteve sempre no lugar errado e Cabrera foi expulso de maneira completamente escusada.

BENFICA

A entrada em jogo fazia prever uma tarde descansada para o clube da Luz, mas não foi isso que aconteceu. O jogo foi mexido e o Benfica até podia ter chegado ao 3 ou 4-0, como também podia ter deixado o Estoril reduzir. Ainda assim, notou-se depois do 2-2 e principalmente depois da expulsão de Cabrera que mais cedo ou mais tarde o Benfica iria passar para a frente. De realçar do lado da equipa de Jorge Jesus a capacidade atacante que esta já demonstra, com combinações interessantes e posicionamentos e movimentos já bem definidos. Pela negativa, a defesa. Continua a haver muita permeabilidade, principalmente na zona de Jardel e Eliseu.


Individualmente, Gaitán. Jogou, fez jogar, correu quilómetros para defender e atacar e parecia que cada passe que fazia tinha um chip direcionado para um colega. Incrível a qualidade daquele que é provavelmente o melhor jogador a atuar em Portugal neste momento. Enzo esteve mais uma vez em todo o lado, Talisca mostrou qualidade no ataque mas dificuldade nos posicionamentos defensivos, o mesmo acontecendo com Derley, que substituiu o jovem brasileiro e mexeu com o jogo. Salvio esteve bastante irrequieto e Samaris ganhou boa parte dos seus lances, aparecendo também bem a atacar depois do 2-2. Negativamente, Jarde, Maxi e Eliseu deram demasiado espaço a Kuca, Sebá e Kléber. Ola John esteve longe do que conseguiu fazer frente ao Moreirense e Lima mostrou algma displicência, ainda que apontando excelentes movimentações.

O LADO POSITIVO

Futebol de ataque e intenso, com Kuca e Gaitán à cabeça. Foi um excelente jogo de futebol, coisa rara no futebol português. Ambas as equipas com os olhos na baliza adversária e dois homens com estilos de jogo diferentes, mas que fizeram todo o jogo girar à sua volta. O irrequieto Kuca foi claramente a melhor unidade do Estoril, enquanto Gaitán foi o homem-do-jogo, usando o seu toque de Midas para provocar o pânico sempre que a bola chegava aos seus pés.

O LADO NEGATIVO

A expulsão de Cabrera. Consideramos a expulsão totalmente justa, mesmo que se possa dizer que Enzo tentou arrancar a expulsão, a verdade é que o estreante uruguaio foi demasiado imprudente para alguém que já estava amarelado. O jogo passou a partir daí a ter um só sentido e perdeu a espetacularidade e imprevisibilidade de antes.

Primeira parte para um, segunda para outro e empate no fim


Terminou mais um clássico do futebol português e mais uma vez empatado. Como sempre, muita luta, muita falha e a mesma sensação dos dois lados: faltou-nos algo. E quem pode aproveitar até é mesmo o Benfica. As águias podem ficar mais 6 pontos que o Sporting e mais 4 do que o Porto caso derrotem o Estoril amanhã. São vantagens que já estamos habituados a ver serem destruídas, mas a equipa de Jorge Jesus pode mesmo ganhar uma força extra face aos dois rivais, sem que ninguém tenha mostrado ainda estar perto daquilo que pode e sabe fazer.

SPORTING

Há luta e vontade, mas falta muita coisa a este Sporting. Os leões duraram 45 minutos em alta rotação, com pressão constante, mas as pernas só deram para a primeira-parte. Na segunda, só as alterações mexeram um pouco com os leões.


Carrillo e Nani estiveram mexidos no primeiro tempo, João Mário apareceu bem a pressionar ofensivamente e Jonathan, para lá do golo, conseguiu parar Quaresma. No segundo tempo notaram-se as dificuldades físicas e técnicas. William foi talvez o mais esclarecido dos leões neste período, com Slimani a dar trabalho e Rui Patrício a segurar o empate. Pela negativa, Adrien esteve afastado do jogo, apesar da luta e os centrais voltaram a demonstrar nítidas dificuldades na construção. O auto-golo de Sarr acaba por não ser o seu pior momento do jogo.

Falta ainda a Marco Silva dar a esta equipa capacidade de construção a partir de trás (Maurício e Sarr são demasiado maus com a bola nos pés) porque o pontapé para a frente para Slimani segurar é muito pouco. Para além disso, o argelino até consegue ganhar as suas lutas, mas falta sempre o apoio que tem de ser dado por um médio-ofensivo ou segundo-avançado que não existe neste Sporting.

FC PORTO

Acaba por ser estranho o facto de uma equipa construída para ter a bola e a trocar entre os seus jogadores ser mais perigosa no contra-ataque e jogadas individuais. A primeira-parte não existiu para o Porto, muito por culpa do meio-campo que Lopetegui apresentou. Faltou um médio criativo a este meio-campo, que tanto podia ser Evandro como depois foi... óliver Torres. E aí residiu a diferença do Porto dos primeiros para os segundos 45 minutos.


Na primeira-parte, tudo mau. Muita bola entre os centrais e o guarda-redes, falta de agressividade a meio-campo e de criatividade na frente. Fabiano esteve mal no golo, Ruben Neves e Quaresma não apareceu, Brahimi tentou sempre sozinho e Jackson esteve muito desapoiado.

Na segunda, o festival Óliver-Tello. Os dois espanhóis mexeram com o jogo do Porto e criaram tudo o que era ataque de perigo. Casemiro passou também a querer mais a bola, Herrera mais recuado e mais perto do seu "habitat natural" construiu mais e melhor (fez um passe mortífero que Tello desaproveitou) e Indi assumiu-se como patrão na defesa.

O LADO POSITIVO

A qualidade de Óliver e Nani. Não que tenha sido o jogo mais bem conseguido do português em Alvalade, mas Nani é um talento à parte neste plantel. O extremo desequilibrou o Porto quando decidia apostar nas jogadas pelo corredor central e aí esteve a chave do primeiro tempo. Já o espanhol mexeu com tudo. Jogou e fez jogar, isolou colegas e provocou o pânico sempre que a bola lhe chegou aos pés.

O LADO NEGATIVO

O início portista e o adormecimento leonino. O Porto entrou mal. Fez tudo mal nos primeiros 45'. Aliás, Lopetegui terá de rever aquela primeira-parte uma e outra vez para garantir que a equipa não volta a entrar tão mal. E o problema é que isto não é de hoje. Já com Moreirense e Vitória de Guimarães os dragões estiveram mal no início.
O Sporting marcou cedo parecia embalado para uma boa noite. Mas a falta de pernas e a má preparação da segunda-parte mostrou um Sporting demasiado vulnerável. O meio-campo não existiu para lá de William (Óliver e Herrera venceram a batalha no segundo tempo), Jonathan Silva acusou a falta de jogos e Carrillo e Nani foram incapazes de compensar defensivamente.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

De Reino destruído a Império de esperança


Era uma vez, para os lados da Luz, um pequeno terreno que muitos ambicionavam. Com tapete relvado, três postes e uns bons metros quadrados de rede, muitos se aventuraram para o conseguir, mas poucos foram os que tiveram mãos (literalmente) para ele. Costa Pereira, Bento e um santo de nome Michel, tornaram esse espaço num lugar de responsabilidade superior e difícil de conquistar. Um espaço chamado Baliza do Benfica.

Mais de uma década passou desde que Saint Michel abandonou o seu trono. Muitos bravos, jovens e não tão jovens, tentaram apoderar-se do tapete relvado, com três postes e uns bons metros quadrados de rede desde então. Todos falharam, quase todos por nítida falta de capacidade. A Baliza do Benfica parecia afastar qualquer pretendente que dela se tentasse aproximar.

Mas é então que surge do nada, um homem que rapidamente herdou o título de Rei. Um tal de Artur, até esse momento quase desconhecido, perdido por entre os lugares mais distantes da côrte de Roma, prometia defender o seu reino com unhas e dentes, afastando qualquer inimigo que se aproximasse. Porém, tão depressa como ganhou o seu título, Artur passava a prisioneiro pronto para ir à forca. De repente, o destemido Rei, ganhou medo, a sua fortaleza ruiu como um baralho de cartas e qualquer pretendente tinha passe-livre para usar a Baliza do Benfica e roubar o que queria.

Pelo meio, um jovem estrangeiro apareceu e descansou as hostes que temiam mais uma vez por uma crise no tapete relvado, com três postes e uns bons metros quadrados de rede. Mas tão rápido apareceu como desapareceu, qual D. Sebastião por entre o nevoeiro, sem idade para saber sequer o que queria fazer da sua vida.

O desaparecimento de D. Oblak voltava a trazer preocupações, que Artur conseguiu afastar durante pouco tempo, para depois destruir de vez o seu reino. Exigia-se uma mudança no poder. De reino destruído, a Baliza do Benfica passou no último fim-de-semana a Império de Esperança. O povo aguarda ansiosamente por um período de conquistas do Imperador Júlio César no tapete relvado, com três postes e uns bons metros quadrados de rede. Será o experiente Imperador capaz de tomar conta da Baliza do Benfica?